26 de dezembro de 2014

Pripyat: cidade fantasma e desastre nuclear

A cidade de Pripyat e a usina de Chernobyl ao fundo

Pripyat é uma cidade localizada ao norte da Ucrânia. Até o início de 1986 ela abrigava 43 mil habitantes, mas o fato de estar a 3 km de distância da usina nuclear de Chernobyl influenciaria seu futuro de forma decisiva, fazendo com que viesse a se tornar uma cidade fantasma. 

Era um sábado, 26 de abril de 1986 às 01:23 da madrugada. Os funcionários do reator 4 da usina faziam um teste no sistema de alimentação automática de combustível, quando uma grande explosão destruiu a tampa de 1.200 toneladas que cobria a tampa do reator. Um fluxo de vapor radioativo começou a jorrar do reator, espalhando urânio e grafite centenas de metros ao redor da usina. A chuva de partículas radioativas chegava a mil metros de altura. Bombeiros foram chamados para apagar o incêndio que teve inicio com a explosão, mas nenhum deles sabia que estava sendo exposto à radiação. Naquela noite 2 pessoas morreram.

30 de outubro de 2014

Uma garrafa no espaço

Colocar uma mensagem numa garrafa e atirá-la ao mar é uma referência com a qual você já teve contato, quer seja num livro, filme ou na TV. Parece uma noção romântica, típica do século XIX, mas o fato é que a origem dessa ideia é bem mais antiga. Em 310 a.C, o filósofo grego Teofrasto teria lançado diversas garrafas no Mediterrâneo como parte de um experimento a fim de descobrir se o mar era “inundado” pelo oceano Atlântico. Não há registro de que ele encontrou alguma de suas garrafas algum dia. 

Ao longo dos séculos, o ato de jogar garrafas no mar fez bastante sentido para navegadores que tentavam entender as correntes marítimas, e também para náufragos que esperavam ser resgatados. Imagine um náufrago: seu objetivo é ser salvo, e embora sua garrafa possa ser encontrada por alguém, isso pode levar alguns anos. Até lá, ele pode sofrer muitas privações, ficar doente ou até morrer. O cenário não é dos melhores. Na vida real, várias garrafas que foram encontradas percorreram mares ao longo de anos, ou até mesmo décadas.

10 de outubro de 2014

Um jornalista contra a máfia

“A Itália parece um país gentil, mas não é. Só aos olhos dos turistas. Como todos os países sem direitos, é um país mau. Quando em um país não existem direitos verdadeiros, seguros, onde a meritocracia não existe, seu inimigo não é o político ou o criminoso que impede você de ter um direito ou de gozar da meritocracia. Seu inimigo é a pessoa ao lado, aquele que tem um apartamento melhor que o seu, uma mulher mais bonita que a sua, ou que você acha mais bonita que a sua. Esse é seu inimigo. Aqui, todo mundo é inimigo de todo mundo.”

A declaração acima é de Roberto Saviano, jornalista e escritor, autor do livro Gomorra, que conta a história de como ele se infiltrou na Camorra, a poderosa máfia napolitana, e uma das maiores organizações criminosas do mundo na atualidade.

Gomorra foi um sucesso quase instantâneo: lançado em 2006, o livro já vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo. Em 2008 a obra foi adaptada para o cinema, o que contribuiu para que o livro circulasse ainda mais. E na medida em que mais e mais pessoas tomavam conhecimento da Camorra, mais Saviano se via cercado por holofotes. E isso trouxe consequências.

8 de outubro de 2014

A jornada do herói

O personagem de Luke Skywalker em Star Wars (1977)

O heroísmo é uma característica bastante presente na cultura ocidental. Embora os gregos antigos tenham contribuído muito em termos da constituição de uma mitologia extensa e complexa, os heróis mais influentes na atualidade são criações do século XX: Batman, Super-Homem, Wolverine, Homem-Aranha e tantos outros.

Na minha infância meus heróis preferidos eram Zorro e Batman. Ambos eram homens comuns que voluntariamente aprenderam habilidades a fim de combater o crime. Essa origem dos personagens evidenciava pra mim uma certa "pureza" que eu não via no Homem-Aranha ou no Super-Homem, cujos poderes eram resultado de circunstâncias mais "mágicas", por assim dizer.


12 de setembro de 2014

A emoção como inimigo

Imagine um mundo em que ter sentimentos é crime. Essa é a realidade retratada em Equilibrium, um filme de 2002 que ilustra uma sociedade futurista que luta para erradicar a emoção humana, como forma de manter a paz e a estabilidade.

Inspirada em obras como 1984, Admirável Mundo Novo e Fahrenheit 451, Equilibrium aborda uma sociedade (Libria) que tenta se reconstruir a partir dos destroços deixados pela 3ª Guerra Mundial, ocorrida no início do século XXI. Os sobreviventes da guerra logo perceberam que para que a humanidade continuasse a existir seria preciso acabar com a causa de todas as guerras: a emoção humana, fonte de incerteza e violência.

30 de agosto de 2014

A Disney e a 2ª Guerra Mundial

Pôster do filme A Face do Fuhrer (1943)

A entrada dos Estados Unidos na 2ª Guerra Mundial deu-se logo após o ataque japonês à base naval de Pearl Harbor, em dezembro de 1941. Até então o país adotara uma postura neutra e de distanciamento em relação ao conflito que, até aquele momento, era marcadamente “europeu”.

Entre 1942 e 1945, 16 milhões de homens e mulheres serviram nas forças armadas norte-americanas. O gasto com as operações de guerra no período consumiu 36% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, totalizando US$ 296 bilhões na época, ou US$ 4,1 trilhões em valores atuais. (fonte: Congressional Research Office, 2010)